Foi obra do.... Barroco!
Apesar de todas as burucracias - como um bom serviço público português que se preste - Susaneide e o Olívia acederam finalmente à opulenta sala de leitura geral. Uma tarde bem passada entre leis anti-esclavagistas e consecutivas formas de contornar essas mesmas leis - nada de novo portanto - e ledas leituras sobre a Morte e seus caracteres. Para completar o solarengo quadro, só juntando um investigador da evolução do PIB Português nós proximos 20 anos, ou do actual número de desempregados licenciados. Como dizia a outra... amazing!Como calculam os leitores, o estado psicológico das nossas heroínas - que já não é dos mais equilibrados - sofre um substancial abalo durante estas horas. Terminada a sessão ainda efectuam o número circense do equilíbrio de apetrechos pessoais e espécies consultadas - como gosta a BN de lhes chamar. É uma panóplia de óculos, telemóveis, cadernos, fotocópias, cartões, material de escrita e garrafas de água (dissimuladas claro) - essas armas de destruição maciça. A juntar à quinquilharia, vão as ditas obras, ou espécies, sujeitas ao sobejante dos braços. Em casos-limite, o queixo também ajuda. À saída, entregues os compêndios às diligentes (?) senhoras que de imediato fazem a contagem dos exemplares pedidos - sim, não vá haver alguém que saia muito descontraidamente com um deles debaixo do braço - podem os leitores respirar de alívio por mais um dia terminado. Olívia e Susaneide não foram execepção. Contudo, naquele dia algo não estava bem. Para trás ficara a porta da sala de leitura e caminhavam devagar absortas no pensamento. Tão lentas e pesadas como os próprios passos. Susaneide sobretudo.
Carregava consigo uma tarde inteira de suado estudo e denso saber. Mal ela imagina que... literalmente também!
- Ah... humm.... e esse? - pergunta impávida Olívia ao olhar naquele momento os regaço de Susaneide.
Susaneide faz-se e desfaz-se em todas as cores. Esbugalha-se. Mirra de incredualidade. Transporta consigo um titânico dicionário do século VXII, azul, capa rígida e delicadamente debruada a dourado. Uns 35 centímetros de tamanho, 10 de envergadura... e uns 3 quilogramas de peso, na melhor das hipóteses. Passado o inicial pasmo, espasmam-se de riso sufucado. Susaneide-Sorrateira desliza até à sala de leitura, em direcção às estantes de consulta livre.
Se não tem cota no computador, passa que nem ginjas. "Qualquer dia vou experimentar levar a tapeçaria que está pendurada lá ao fundo. Ia dar um jeitão lá para casa"- excogita Olívia entretanto... .
Carregava consigo uma tarde inteira de suado estudo e denso saber. Mal ela imagina que... literalmente também!
- Ah... humm.... e esse? - pergunta impávida Olívia ao olhar naquele momento os regaço de Susaneide.
Susaneide faz-se e desfaz-se em todas as cores. Esbugalha-se. Mirra de incredualidade. Transporta consigo um titânico dicionário do século VXII, azul, capa rígida e delicadamente debruada a dourado. Uns 35 centímetros de tamanho, 10 de envergadura... e uns 3 quilogramas de peso, na melhor das hipóteses. Passado o inicial pasmo, espasmam-se de riso sufucado. Susaneide-Sorrateira desliza até à sala de leitura, em direcção às estantes de consulta livre.
Se não tem cota no computador, passa que nem ginjas. "Qualquer dia vou experimentar levar a tapeçaria que está pendurada lá ao fundo. Ia dar um jeitão lá para casa"- excogita Olívia entretanto... .

2 Comments:
Melhor que isto só mesmo as minhas idas à Bib de Aljustrel... é que nem me pedem cartão... é só levar... toda a gente me conhece
LOL
É uma pouca vergonha! Por isso é que o mundo bibliotecário está como está!É só para os amigos é o que é... . Vai o pobre do ti Manel à biblioteca deixar o Ulysses, do Joyce, e buscar o Pêndulo de Foucault... quando recebe a notícia que não está disponível! E pensa o ti Manel: "na na póde sêri! Êu na tou em lisboa la na biblioteca da FCSH! Algo de muiiitu gravi se passaaa pa na haver a cota qu'êu queru!". Vai-se a ver... são umas amizades que andam para aí, a dar cabo do sistema! É isso e gente que leva dicionários do século XVII porta fora... . Uma vergonha!
Enviar um comentário
<< Home